Ah o carnaval!

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Ah o carnaval!

Quem diria que eu, punk-rock, gótica-dark, que odiava carnaval, um dia ia estar assim tão apaixonada por esses dias coloridos, cheios de purpurina, batuques e axé. Toda minha juventude - entre 15 e 35 anos - foi totalmente distante dessa confusão que é o Carnaval. Pra mim era inconcebível passar 4 dias (ou mais) apertada, no meio de uma multidão, suada, debaixo de um sol de rachar, ouvindo bate tambor.  Na infância eu até gostava, um pouco. Mas também qual criança não gosta de colocar a fantasia favorita, jogar confete por ai, pular, dançar, correr, brincar, pular, pular, pular e jogar mais confete num monte de adulto que se sente mais criança nessa época? Mas minha última recordação carnalavesca foi na pré-adolescência nas ruas de Oliveira, uma cidade do interior de Minas. Depois esqueci o Carnaval completamente.

Só fui retomar minha presença na folia, quando fui cobrir o Carnaval de Recife, que por sinal é lindo, mágico, um dos melhores do Brasil, com certeza. Você anda na rua e de repente é atropelado por um bloco de maracatu. Todas as pessoas, sem exceção, estão fantasiadas. A cultura e a tradições popular contagia a cidade com muita identidade.  Mas o formato que vivi em Recife era bem parecido com minha rotina de shows de rock: uma multidão parada de frente para um palco convencional. Claro! Musicalmente é incrível: tem o frevo, os artistas pernambucanos maravilhosos, os maracatus, que rapidamente invadiram meu coração. Mas ainda assim, ia por que estava a trabalho.

Taradao ni Voce iniciando o desfile de 2018 com o tema Profane

Taradao ni Voce iniciando o desfile de 2018 com o tema Profane

Quem conseguiu colocar o Carnaval por inteiro dentro da minha alma, foi o Tarado Ni Você, bloco que homenageia Caetano Veloso pelas ruas do centro de São Paulo. Desde o ano passado, quando o Rodrigo Guima, um dos diretores do Tarado ni Você, me convidou para filmar o bloco, eu me apaixonei definitivamente, profundamente! Foi tudo muito impressionante! Que pessoas lindas e generosas! Que energia! Que amor! Que emoção! E que banda é essa que tira um som maravilhoso e intenso, por mais de 5 horas, com alegria, paixão e uma super responsa!? Nunca mais largamos esses Tarados. Imaginem vocês (principalmente os amigos do rock) que esse ano, o Daniel foi de muletas, filmou, perrengou e fez comigo um registro lindo do melhor e mais profano bloco de São Paulo. Posso até dizer que a Ana já é a nossa mini Tarada. 

Para conhecer mais sobre o Blaoco Tarado ni Voce clique aqui 

Eu só tenho a agradecer ao meu querido amigo Guima por me colocar no meio dessa confusão linda que é o Carnaval. Por me incluir nesta história transformadora que o bloco Tarado Ni Você está fazendo numa cidade como São Paulo, que precisa tanto ser ocupada com amor, liberdade, democracia e consciência. Agradeço também imensamente a Raphaela Barcalla e ao Thiago Borba. Sem palavras diante dessa banda maravilhosa. Todo meu respeito e admiração por vocês.  Obrigada, Zeh, Dominique, Mari, Julia, Cristiano, Edson, Fernando, Guiliano, Heloise, Josué e Luciano. Vocês são foda! E obrigada também a todos os amigos tarados envolvidos. Seguimos colorindo São Paulo! Caetaniando! Profando! Taradeando! Axé!

* Christiana Bernardes é film maker, documentarista, idealizadora do Projeto CONTRAFLUXO e pretende passar resto da vida compartilhando histórias transformadoras de pessoas que saíram do lugar comum. Está em constante movimento, numa busca eterna por um viver melhor, sem excessos e com mais consciência. 

 

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Que venha 2018

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Que venha 2018

Hoje, finalmente, consigo dizer que 2017 terminou pra mim. Depois de algumas tragédias de última hora, o ano acabou avassalador, passando por cima de vontades, desejos, comemorações, alegrias e renovações. Em seus últimos minutos, 2017 fez questão de dizer a que veio, causando questionamentos profundos sobre a vida. Passar o fim de ano em hospital não é fácil, e por conta dessa dor familiar, precisei estender um pouco mais 2017, que começou desafiador e terminou como um teste de sobrevivência.

Olhando pra trás e refletindo sobre os últimos 365 dias, concluo que 2017 foi um ano que realmente me tirou do lugar. Por esse lado, é gratificante ver que tive coragem para dar o primeiro passo rumo a mudanças significativas (e necessárias)  no meu estilo de vida. Foi muito importante conseguir olhar pra dentro e perceber que comodismo é bem diferente de felicidade. E que não dá para esperar o dia de amanhã, ou o emprego ideal, ou a cidade dos sonhos. É preciso ser feliz hoje, agora! Entender isso me fez olhar para possibilidades de mudanças com o coração e a cabeça mais tranquilos e com menos medo de tudo.

Assim, logo no começo do ano de 2017, decidimos - eu, Daniel e Ana - viver na nuvem, na ponte aérea entre BH, minha cidade natal, e São Paulo, a cidade que nos acolheu com todas suas qualidades e defeitos por 13 anos. O ato de tomar essa decisão me abriu várias portas para horizontes além da minha imaginação. Trabalhei bastante, viajei muito, fiquei mais próxima da minha família, conheci pessoas incríveis e aprendi a desapegar um pouco mais das coisas materiais.

Contudo, essa escolha de mudança não foi fácil, como pode parecer. E nem é o ponto final da caminhada. Mas foi um bom começo para uma vida nova, no contrafluxo, que ainda precisa ser bem mais lapidada em 2018. E mesmo com a avalanche de turbulências que vem junto a qualquer mudança, a vida aqui na nuvem segue num percurso de escolhas mais atentos e conscientes. E para esse ano novo que se inicia, meu maior desejo é ter a clareza e a sabedoria de fazer novas escolhas, diferentes do lugar comum, que possam ser sustentáveis para todos, e que contribuam para esse encontro que busco comigo mesma há tanto tempo.

* Christiana Bernardes é film maker, mãe da Ana, idealizadora do Projeto CONTRAFLUXO e pretende passar resto da vida compartilhando histórias transformadoras de pessoas que saíram do lugar comum. Está numa busca eterna por um viver melhor, sem excessos e com mais consciência. 

 

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Qual é a escolha certa pra você?

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Qual é a escolha certa pra você?

No sexto episódio da série Projeto CONTRAFLUXO conhecemos a Carol e o Eric no Vale do Capão. Na época, eles escolheram abandonar seus empregos estáveis em São Paulo para viver o incerto na Chapada Diamantina.

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Assim, começaram a viver uma vida mais desapegada e encontram um monte de pessoas, que assim como eles, estavam na mesma busca espiritual, junto a natureza e a tudo que o pensamento libertário é capaz de proporcionar.

O episódio vai ao ar às quartas, com reprises às quintas, domingos e segundas, no Travel Box Brazil. Confira os horários e canais de suas cidade e venha com a gente no Projeto CONTRAFLUXO

Projeto CONTRAFLUXO – 1a temporada

às quartas-feiras as 21h30
com reprise às quintas às 03h30, domingos às 20h30 e segundas às 02h30.

Para assistir sintonize sua TV no canal abaixo de acordo com sua operadora à cabo:

VIVO: 79, VIVO DTH: 393, VIVO FIBRA (IPTV): 104, VIVO CABO (SÃO PAULO E CURITIBA): 92, SIM TV (TV CIDADE, CABLE BAHIA, MULTICABO): 99, CTBC – IMAGE TELECOM: 133, VIA CABO/MINAS, CABO/VCB/STV: 100, CCS (CAMBORIÚ): 69, BR TELECOM: 52, TV A CABO SÃO BENTO (SSTV): 60, TV CARATINGA: 78, TV SP2: 72, CABO NATAL: 324, MULTIMÍDIA: 65, VSAT: 85, BRISANET: 146, SUMICITY TV: 162, TCM: 212.

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 que você pode fazer para ser feliz?

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que você pode fazer para ser feliz?

No quinto episódio da série Projeto CONTRAFLUXO fomos para a Chapada Diamantina e estivemos com Lipe e Rafa, um casal que deixou Salvador para viver em Lénçois. Um chef de cozinha e o outro bar man, abriram o restaurante Absolutu, que é um dos melhores da cidade.

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Eles falam sobre a importância de se permitir viver num ritmo mais calmo. Não perdem tempo com locomoção, e podem escolher a melhor maneira de aproveitar seu tempo e sua vida.  Vivem rodeados de amigos, em meio a uma natureza exuberante.

O episódio vai ao ar às quartas, com reprises às quintas, domingos e segundas, no Travel Box Brazil. Confira os horários e canais de suas cidade e venha com a gente no Projeto CONTRAFLUXO

Projeto CONTRAFLUXO – 1a temporada

às quartas-feiras as 21h30
com reprise às quintas as 03h30, domingos as 20h30 e segundas as 02h30

Para assistir sintonize sua TV no canal abaixo de acordo com sua operadora à cabo:

VIVO: 79, VIVO DTH: 393, VIVO FIBRA (IPTV): 104, VIVO CABO (SÃO PAULO E CURITIBA): 92, SIM TV (TV CIDADE, CABLE BAHIA, MULTICABO): 99, CTBC – IMAGE TELECOM: 133, VIA CABO/MINAS, CABO/VCB/STV: 100, CCS (CAMBORIÚ): 69, BR TELECOM: 52, TV A CABO SÃO BENTO (SSTV): 60, TV CARATINGA: 78, TV SP2: 72, CABO NATAL: 324, MULTIMÍDIA: 65, VSAT: 85, BRISANET: 146, SUMICITY TV: 162, TCM: 212.

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Você vive para trabalhar ou trabalha para viver?

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Você vive para trabalhar ou trabalha para viver?

No quarto episódio da série Projeto CONTRAFLUXO estivemos em Piracaia, um refúgio de muitos paulistanos, que conquistou Laís e Rodrigo e que agora constroem uma casa no sítio "Aqui tá bom pra mim".

Lais é arquiteta, vivia estressada em São Paulo, e nunca tinha tempo suficiente para se dedicar as artes visuais. Hoje, ela divide o sonho de morar no meio do mato com Rodrigo, e consegue se dedicar com mais amor ao que realmente gosta de fazer.

O episódio vai ao ar às quartas, com reprises às quintas, domingos e segundas, no Travel Box Brazil. Confira os horários e canais de suas cidade e venha com a gente no Projeto CONTRAFLUXO

Projeto CONTRAFLUXO – 1a temporada

às quartas-feiras as 21h30
com reprise às quintas as 03h30, domingos as 20h30 e segundas as 02h30

Para assistir sintonize sua TV no canal abaixo de acordo com sua operadora à cabo:

VIVO: 79, VIVO DTH: 393, VIVO FIBRA (IPTV): 104, VIVO CABO (SÃO PAULO E CURITIBA): 92, SIM TV (TV CIDADE, CABLE BAHIA, MULTICABO): 99, CTBC – IMAGE TELECOM: 133, VIA CABO/MINAS, CABO/VCB/STV: 100, CCS (CAMBORIÚ): 69, BR TELECOM: 52, TV A CABO SÃO BENTO (SSTV): 60, TV CARATINGA: 78, TV SP2: 72, CABO NATAL: 324, MULTIMÍDIA: 65, VSAT: 85, BRISANET: 146, SUMICITY TV: 162, TCM: 212.

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