Finalmente 2017 começou. Nunca vi tanta gente querendo que o ano virasse logo. Um ano que foi difícil pra grande maioria, um ano de crise financeira global, de bombas e tiros explodindo pra todo lado, de gente sendo fortemente massacrada. E também ano de uma assustadora força da direita que insiste em aclamar a desigualdade, o racismo, o machismo e a xenofobia que parece ressurgir das trevas em pleno século 21. Em meio a tanto ódio e tanta falta de visão humanitária,  ainda acredito que podemos ser a parte boa de um mundo que ainda estamos construindo.

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Principalmente agora, o mundo precisa ainda mais de pessoas que estão no Contrafluxo desse pensamento de viver olhando pro próprio umbigo. O planeta está dividido mesmo, mas de uma certa forma, prefiro acreditar, positivamente, que conseguimos chegar a ser a metade. E que essa metade pode sim virar maioria, depende de nós, das nossas atitudes e da força que nos move: o amor.

Vejo que tem um grande número de pessoas que realmente estão preocupadas com o bem comum, com a igualdade social e com os menos favorecidos. Agora, mais do que nunca, precisamos nos unir em prol de um sonho que já não pode mais ser uma utopia. Já somos uma metade que nunca tínhamos conseguido ser. Já estamos deixando de ser a minoria para ser a metade. E isso é um sinal de que somos fortes o suficiente para banir do mundo gente homofóbica, racista, machista e fascista. E usaremos de sabedoria e de nossa imensa capacidade de resiliência para continuar na luta em construir o mundo que queremos.

E pra começar esse novo ano, esse novo ciclo, podemos pensar não apenas nos atos coletivos, mas também nas pequenas grandes atitudes cotidianas que promovem a paz, o respeito, a alegria, o companheirismo, o olhar ao próximo, a mão estendida e a gratidão. E em meio a tantos absurdos surrealistas da vida contemporânea esquizofrênica que habita as cabeças dos que se acham superiores, seguimos no nosso ritmo leve e suave em contraposição a tudo que não seja a favor de uma sociedade igual.

 

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