Sabedoria para ver o invisível


Eu sou umbandista, caminhando pra uma casa de Candomblé afim de deitar para meu santo. Amo minha religião, minha religiosidade e entendo que o pronome pessoal não deve delimitar as experiências maravilhosas e de amparo que vêm sendo disponibilizadas por ali e acolá.

É claro que torço pelo dia em que o orixá e as influências invisíveis sejam vistas sem preconceito por quem não pratica. Cansada de esperar, me coloquei à disposição pra escrever aqui sobre o que aprendo lá dentro, de forma que quem deseja possa usar aqui fora – ou pelo menos se informar melhor sobre o que não é segredo, é claro. Esta é uma das formas que encontrei pra reforçar meu desejo de viver e deixar viver em um mundo mais fácil, mais simples, mais gostoso, onde o religar – significado mais forte da religião, pela semântica - seja natural para cada um e respeitado por todos.

Espero sucesso, troca, alegria e sorriso. Afinal, este é um ano de Oxum e Oxóssi. Um ano de correr atrás do que a gente acredita para, então, prosperar. Oxum é o orixá do ouro, da prosperidade, do encanto – inclusive do encanto de um sobre o outro e, por isso mesmo, 2017 é um excelente ano pra engravidar (ou tomar cuidado dobrado para que não engravide, perceba). Oxóssi é caçador. Busca, destemido, o sustento, a base pra vida. Sai pela mata abrindo o caminho atrás do que é necessário, sem muito tempo pra perder – ele realiza. 

Mas o orixá ajuda quem não é do santo? Acredito que sim, sempre. Mesmo pra quem não vive o santo, não vive as religiões deste tipo de fé, as energias estão aí, disponíveis. As pessoas podem receber este tipo de influência da mesma forma como vivenciam o horóscopo, por exemplo. Independente de ser fã incondicional das práticas místicas e lunares, acabamos lendo e tomando aquela influência como direcionamento, mais leve ou mais intenso, dependendo do que nos movimenta – e isso não tem nada a ver com nossa escolha religiosa, mas sim com as energias (físicas) disponíveis lidas sob diferentes olhares e pontos de vista. Basta você ficar atento e perceber a energia e os sinais que a vida nos dá o tempo todo.

*Mari Nassif é jornalista que trabalhou com relações públicas em São Paulo por um longo tempo, e agora encontrou sua verdadeira natureza: a cura por meio do reencontro. Formada em teologia, trabalha com o invisível como aliado para amadurecer o auto-amor (em si e nos outros). Atua como terapeuta floral, produz magia com ervas na Banhô e está de malas prontas para uma vida nova em Ubatuba.

Comment